'A ciência brasileira avançou da 22ª posição para a 15ª no ranking mundial'

Com a produção em 2007 de 19.428 artigos de nível internacional, a ciência brasileira avançou da 22ª posição que ocupava há oito anos para a 15ª posição no ranking mundial. Com esse resultado, o Brasil passa a contribuir com 2,02% dos artigos de todos os 183 países, apenas quatro vezes menos do que a participação da Alemanha, terceira colocada no ranking. Um feito extraordinário para uma atividade tão recentemente introduzida entre nós quando comparada com a trajetória dos países a nossa frente, todos com muito mais larga tradição científica e, por isso, mais desenvolvidos. Nesses países o desenvolvimento socioeconômico tem como fundamento estratégico a formação qualificada de recursos humanos e a produção científica, a qual mantém, por sua vez estreita relação com a posição desses países no ranking do PIB. O desempenho alcançado pelo Brasil é fruto da trabalho das universidades e centros de pesquisa que atuam na pós-graduação e, portanto, nossa inserção nesse seleto clube é muito mais recente, pois a grande maioria das instituições acadêmicas brasileiras e, em conseqüência, a pós-graduação, só foram introduzidas há poucas décadas no País. A partir desse resultado, tanto o segmento acadêmico quanto o industrial receberam incentivos à produção científica e à criação de patentes. Ter um bom desempenho científico é importante para inovar. E, sem inovar, não se produzem patentes, um dos nossos próximos desafios.*Presidente da Capes (Coord. de Aperf. de Pessoal de Nível Superior

Jorge A. Guimarães *, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2008 | 00h50

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