A culpa é do eleitor!

Se o Brasil fosse um país sério, francamente, a população estaria agora mesmo nas ruas pedindo cadeia para o eleitor do Distrito Federal. Por mais que, em geral, o brasileiro não saiba votar, convenhamos: o cara que entregou as chaves do Palácio Buriti para Joaquim Roriz, José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz, com todo respeito, esse não tem desculpa. Ninguém erra tanto assim por acaso, né não? Aí tem!

O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2011 | 03h07

Como não cabe todo mundo na Papuda, que se instaure ao menos a CPI do Eleitor do DF, de preferência no Congresso, para que o resto do país consiga entender melhor o que está por trás da indústria suprapartidária de escândalos fomentada pelas urnas da Grande Brasília. O voto é, evidentemente, cúmplice de todas as grandes lambanças da política no Cerrado.

Diferentemente do que virou triste rotina em vários palácios de governo da federação, o que acontece por lá dispensa as preliminares de suspeitas de malfeitos e gritos de "pega ladrão". Rola direto um strip-tease ético trash: audiovisuais de mão-boba na bufunfa, língua nos dentes, boca na botija, dedo-duro, um passando a perna no outro, sotaque cafajeste, erros de concordância, pouca-vergonha.

Só pode ser coisa orquestrada pelo eleitorado do Distrito Federal. É seu voto que, em última instância, escolhe a dedo os protagonistas da política-pastelão que - entra governo, sai governo - segue se superando para não frustrar a expectativa das urnas.

Agnelo Queiroz chegou ao cúmulo de dia desses afastar, de um tapa só, a cúpula de sua Polícia Civil, acusada de deixar vazar conversa fiada do governador com o corrupto que o acusa de cúmplice na ladroagem.

Tomara que, se continuar nessa batida, tenha logo o mesmo destino glorioso de seus antecessores. Ele merece!

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