A Grécia não é o fim do mundo!

Não deixa de ser uma alternativa àquele fim do mundo hollywoodiano clássico, com maremotos, chuvas de meteoros, tempestades de neve, terremotos, enchentes, tsunamis ou qualquer outro desfecho propício a efeitos especiais. Escapa, também, aos clichês do noticiário, tipo pandemias, guerras, aquecimento global, caos aéreo, manchas de óleo, acidentes nucleares, terrorismo, seca, fome... Acabar como a Grécia pode não ser, enfim, a pior coisa do mundo.

Tutty Vasques, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2010 | 02h17

Não deu certo nos EUA em 2008, mas isso que agora lá em Brasília chamam de "marolinha à la grega" pode muito bem virar a médio prazo uma forma eficaz de destruição em massa. Basta que a contaminação siga o curso previsto de pancadarias colossais nas ruas de Madri, Lisboa, Dublin, Roma... O quebra-quebra que varreu Atenas se espalharia feito cinzas de vulcão por toda a Europa, mas, cá pra nós, não há caos econômico capaz de quebrar o planeta do jeito quase instantâneo que a gente viu no filme 2012, por exemplo.

Ainda que, quando a pindaíba apertar, cada branco quebre duas vitrines do seu bairro, vai demorar muito para o ser humano destruir a pedradas tudo que o capitalismo construiu no século passado. Tempo suficiente para acalmar a turma com a prisão de dois ou três responsáveis pela lambança.

Muito mais grave que os erros pelos quais a Grécia está pagando nos últimos dias foi a mancada do operador da lista de ações da Bolsa de Nova York, que teria comido três zeros do índice Dow Jones ao trocar o "b" de bilhão por "m" de milhão nos negócios com papéis de uma multinacional. Isso quer dizer o seguinte: por muito pouco o mundo não acabou na última quinta-feira por erro de digitação. Deus é Pai, né?!

Ideia de jerico

A pichação surgiu misteriosamente nos muros de Brasília: "Erenice Guerra 2018!" Ninguém assumiu a autoria da campanha, mas tem gente no PT desconfiada que seja mais uma ação dos tucanos para semear o medo no eleitor.

Escondendo o jogo

Dos cinco astros do futebol escalados no ensaio sensual pilotado pela fotógrafa Annie Leibovitz para a edição de junho da Vanity Fair, Kaká foi o único que não tirou a calça jeans para posar de cueca. Isso quer dizer o seguinte: aquela pubalgia pode ainda estar lá exposta.

Quem viver, verá!

O prefeito Gilberto Kassab está convencido de que a dívida de seu município com o governo federal é impagável. Isso quer dizer o seguinte: até 2030, talvez até antes, São Paulo será a Grécia brasileira. Não deixa de ser um legado, né?

O que é isso, companheiro?

O eleitor de Fernando Gabeira está confuso. Depois da brincadeira de bem-me-quer-mal-me-quer com César Maia (no final deu bem-me-quer), o pré-candidato do PV ao governo do Rio tem alternado - dia sim, dia não - o apoio exclusivo a Marina Silva e o palanque duplo com José Serra. Não à toa, tem carioca que pela primeira vez está na dúvida se vota no cara.

Tudo em cima

Quem esteve com ela no baile de gala do Met, em Nova York, garante: Gisele Bündchen não perdeu o trema mesmo depois da gravidez.

Papo furado

Bill Clinton prometeu emagrecer sete quilos até o dia do casamento de sua filha, Chelsea. Mais ou menos a mesma conversa do Fenômeno quando chegou ao Corinthians.

Só pensam naquilo!

Causou alívio no Vaticano a leitura do livro Cartas Entre Amigos, escrito a quatro mãos pelo padre Fábio de Melo em parceria com Gabriel Chalita.

Efemérides

Os 25 anos da descoberta do buraco na camada de ozônio comemoram o jubileu de prata do fim do mundo.

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