'A incômoda vaia surge como recado de um estádio cheio de anônimos'

ERON BRUM, CIENTISTA POLÍTICO E PROFESSOR DA UNIDERP (MS)

O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2007 | 10h43

A blindagem do gabinete presidencial de Brasília parece, finalmente, dar sinais de fragilidade. A vaia de mais de 80 mil pessoas no Maracanã, durante a abertura do Pan, evidenciou sintomas de queda na popularidade de seu ocupante maior, o presidente Lula, em uma data fatídica: sexta-feira, 13. Os fortes vidros resistiram aos indecorosos ventos do mensalão, da Operação Sanguessuga, do escândalo dos Correios e de outras negociatas que varreram de Brasília amigos-companheiros de longa data do presidente. Agora essa incômoda vaia surge como um recado de um estádio cheio de anônimos, após a colagem do Executivo no combalido Legislativo ou, para ser mais claro, a simbiose dos presidentes Luis Inácio Lula da Silva e Renan Calheiros. Os vidros do Planalto trincaram. A popularidade do presidente já não mais se sustenta apenas com o bom resultado de pesquisas de opinião. A desculpa de vaia orquestrada não cola e vidros avariados são de difícil conserto.

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