'A mudança chegou!'

Ambulatório da notícia - Unidade de tratamento para quem sai mal na foto

Tutty Vasques, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2008 | 17h40

Isso quer dizer o seguinte: assim que passar a ressaca da festa, melhor o pessoal arregaçar as mangas e começar logo a descarregar as tralhas que todo mundo vem acumulando ao longo da era Bush. Ótimo momento para se livrar daquelas coisas que o ser humano carrega sem se dar conta: pessimismo, ganância, preconceito, arrogância, hipocrisia, intolerância, cocô de cachorro na calçada, aproveite para jogar tudo no lixo antes de ocupar a parte que te cabe no mundo novo para onde o burro-sem-rabo aponta. Quem já passou por outras mudanças até mais simples de administrar sabe que dá trabalho inventar uma nova ordem pra tudo. Ainda bem que tem tempo: faltando 72 dias para a despedida de Bush, o mundo bem que poderia tirar umas férias coletivas no período que restar até 20 de janeiro, quando começa oficialmente a era Obama. Fica aqui lançada a idéia. Por Zeus!Era só o que faltava! O ministro Gilmar Mendes quer acabar com o que a Polícia Federal tem de melhor: o marketing. Responsável, entre outras coisas que irritam o presidente do STF, pelo batismo daquelas operações cujos nomes evocam a mitologia grega à luz do crime contemporâneo. Muita gente no Brasil aprendeu o que sabe a respeito de Eros e Afrodite em notícias sobre apreensão de remédios contra a disfunção erétil e de combate ao tráfico de mulheres, respectivamente. Polícia também é cultura quando vai buscar analogia para suas ações em Ícaro, Artemis, Euterpe, Temis ou no bom e velho Cavalo de Tróia. Mas o ministro Gilmar Mendes acha isso tudo uma palhaçada: recomendou que juízes evitem utilizar em seus despachos tal nomenclatura. Enfim, tem gente que não gosta até de samba e, como diria João Gilberto, "pra que discutir com Gilmar?"MetrópolePichação nova nas imediações do Ibirapuera: "Não alimente os artistas plásticos!" A idéia é sabotar o performático Maurício Ianês, que conta com "a bondade de estranhos" para sobreviver até o dia 16 sem sair do Pavilhão da Bienal, onde entrou pelado na terça. Na quinta, entretanto, ele já tinha ganho roupas suficientes para decepcionar as meninas que gritavam "tira, tira, tira" diante do performer vestido. Daí o movimento para que não lhe dêem alimentos. É a arte de resistência!Seguindo a cançãoAmigos de Geraldo Vandré estão tentando convencê-lo a providenciar, rapidinho, uma versão em inglês da sua Pra Não Dizer Que Não Falei de Flores. A música - hit de 1968 no Brasil - tem tudo a ver com as imagens que chegam dos EUA. No mundo inteiro, aliás, vigora um clima "caminhando e cantando" no ar. "Somos todos iguais, braços dados ou não", francamente, parece trecho do discurso de Chicago. E tem aquele outro pedacinho que toca o coração dos americanos: "Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição: de morrer pela Pátria e viver sem razão". Everybody now: "Vem vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer." Só vocês agora. Go home!Amigos de Condoleezza Rice estão preocupados. Será que ninguém de Washington vai mandar mensagem ao Oriente Médio para avisar à secretária de Estado que o governo Bush acabou? Isso lá era hora para trocar idéias com o ministro da Defesa de Israel sobre a alternativa de um ataque militar para resolver o problema do programa nuclear do Irã, caramba? Francamente!MarolinhaÉ grave a crise: Adriane Galisteu assinou esta semana contrato para ganhar R$ 120 mil por mês fazendo um programa na Band. É menos de 25% do que a apresentadora faturava no SBT, sem precisar trabalhar.

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