'A posição da governadora Yeda Crusius foi incoerente e contraditória'

Carta aberta aos professores

O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2008 | 23h14

Ivar PavanDEPUTADO ESTADUAL (PT-RS)Nesta semana a Assembléia Legislativa gaúcha aprovou aumento de 143% de salário para a governadora e 89% para o vice e secretários de Estado. Não votei em protesto, assim como toda bancada do PT que se absteve da votação, porque, no mesmo dia, a governadora tucana foi a Brasília tentar derrubar o piso nacional para os professores da rede pública. A questão não é o reajuste salarial para o cargo, que deve ser compatível com a função de governar o Estado. Mas a postura da governadora foi incoerente e contraditória. No início do seu governo, o Legislativo quis reajustar seu salário. Ela disse, porém, que não poderia aceitar o reajuste se isso não fosse feito também para os professores e soldados da Brigada Militar, alegando que "dinheiro não dá em árvore" para todos esses aumentos. Logo após, Yeda queixou-se publicamente de que tinha o menor salário entre os governadores do País. O governo tem maioria no Legislativo e agora propôs e aprovou o aumento sem que ela protestasse. Protestava sim, mas contra o reajuste dos professores e da reserva de carga horária para atividades extra-classe. E fez isso também na mesma semana em que anunciou com comemoração déficit zero para 2009, resultado obtido com cortes radicais nos investimentos sociais, nenhum reajuste para servidores, venda de ações do Banrisul, financiamento de US$ 1 bilhão de dólares do Bird e aumento de 14% na receita de ICMS no primeiro semestre por causa do crescimento da economia. Justamente agora ela deveria manter a coerência e, ao aumentar seu salário, elevar os dos professores, como prometeu no início do seu governo.

Tudo o que sabemos sobre:
Yeda Crusiuscarta aberta

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.