Ambulatório da Notícia

Woody e Luciana em NYTodo mundo é cidadão em Nova York, mas só as celebridades viram notícia quando fazem valer seus direitos em Manhattan. Luciana Gimenez viveu esta semana a glória de dividir com Woody Allen o hall de famosos que cobram na Justiça reparações à imagem de artista. Cada um com seu cada qual. O cineasta pede indenização de US$ 10 milhões pelo uso não autorizado de sua foto em campanha da marca de roupa American Apparel. A apresentadora estuda proposta para virar garota-propaganda de um fabricante de inseticida depois que uma barata caiu na sua cabeça no restaurante Waverly Inn. Praquele lugarMarco Aurélio Garcia, aquela flor de pessoa da confiança de Lula, mandou Cesar Maia "cuidar de seus mosquitos". O prefeito do Rio deve dar graças a Deus. O assessor top-top-top da Presidência já mandou um bocado de gente para missões bem mais degradantes.Dúvida cruelAfinal de contas, Ozzy Osbourne e o senador Wellington Salgado são a mesma pessoa?Anote aíO executivo paulista Bernardo Hartogs, que em 2009 se tornará o primeiro turista espacial do Brasil, ainda vai nos fazer sentir saudades do astronauta Marcos Cesar Pontes - lembra dele? Este, pelo menos, não pagou R$ 350 mil pela viagem e nem sonhava levar consigo na aventura a aliança de sua mulher.EscândalosNem toda maneira de amor vale a pena. O chanceler finlandês Ilkka Kanerva caiu do cargo flagrado fazendo sexo por SMS no celular com uma stripper de Helsinque. Coisa de adolescente comparado ao vídeo que pode derrubar o presidente da Federação Internacional de Automobilismo: Max Mosley estaria na fita vestindo uniforme nazista numa orgia com cinco prostitutas em figurinos de prisioneiras de campo de concentração. Pegou pesado.Boletim MédicoJosé Serra caiu no primeiro de abril, mas foi só um mal-estar passageiro. O governador passa bem.ZagueirãoBons tempos aqueles em que Lula dava tratos à bola para construir metáforas de governo com a lógica rasteira do futebol. Esta semana, num daqueles seus impulsos incontroláveis de criatividade semântica, o presidente resolveu mudar o script de suas figuras de linguagem. Para salvar a pele da ministra Dilma Rousseff disse à imprensa que a oposição encontrou um osso de galinha e foi dizer à imprensa tratar-se de uma ossada de dinossauro. Resultado: dia seguinte, o senador Mão Santa (PMDB-PI) deu-se o direito de chamar a ministra de "galinha cacarejadora" das obras do governo. Pra quê? Ideli Salvatti (PT-SC) subiu nas tamancas da personagem de mulher indignada e só não teve um troço porque Arthur Virgílio (PSDB-AM) resolveu bancar o mocinho, sugerindo à presidência da mesa que retirasse das notas taquigráficas a expressão "galinha cacarejadora". Moral da história: se o Lula tivesse dito que a Dilma era o melhor zagueiro da história deste país, nada disso teria acontecido.A voz da Ave MariaParlamentar com trejeitos de radialista existe aos montes em Brasília. Muitos exercem mesmo as duas funções - o rádio, como se sabe, é um tremendo cabo eleitoral. Outros adquirem timbre, modulação e tempo de comunicador em cursos de oratória e sessões de fonoaudiologia. O caso do tucano paranaense Álvaro Dias (foto), do PSDB, é especial. O senador tem de berço embocadura de locutor da hora da Ave Maria. Ataca o governo da tribuna com voz de quem está narrando o drama de uma menina cega e paralítica com fundo musical de Gounod ou Schubert. Repara só! O parlamentar deve passar os próximos dias explicando porque diabos se calou depois de ter acesso ao tal dossiê com dados sobre gastos pessoais do ex-presidente FHC e sua família. Com uma voz daquela, francamente, poderia ter contato pra gente, né não?

Tutty Vazques, O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2008 | 21h44

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