Ambulatório da notícia

Unidade de tratamento para quem sai mal na foto

Tutty Vasques, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2008 | 22h11

Matilde são as outrasHá dois meses respirando artificialmente na UTI do noticiário, a ex-ministra Matilde Ribeiro recebeu surpreendente alta político-hospitalar após depoimento na CPI mista dos cartões. Chegou ao Congresso na condição de sintoma mais evidente da malversação do dinheiro público e saiu de lá como vítima potencial de erro de diagnóstico, sem nenhum novo dado clínico evidente para justificar a reviravolta no caso."Milagre", gritavam suas assessoras ao vê-la deixar a sala da CPI sob aplausos até da oposição. Havia em Matilde uma aura de rainha. Melhor assim. Seria uma maldade muito grande distingui-la como infecção governamental justo nesta semana em que chegou dos EUA uma investigação do governo americano mostrando que aqui se gasta com tapioca o que lá não paga nem o telessexo debitado nos cartões corporativos bancados pela Casa Branca. Além do mais, cartão de crédito só existe para o ser humano fazer bobagem mesmo.E vamos mudar de assunto, combinado?A busca da imperfeiçãoO poder é pior que vodca. Timothy Mulholand, o magnífico, não sabe onde foi que perdeu os limites. Já começou gastando R$ 470 mil de verbas para pesquisas na decoração de seu apartamento funcional, R$ 990 só na aquisição de uma lata de lixo. Sem vacilar, ignorou o pseudo clamor da opinião pública, pouco se lixou para a ocupação estudantil de seu gabinete na reitoria da Universidade de Brasília, deu de ombros para as denúncias de improbidade do Ministério Público, tapou os ouvidos para conselheiros como o ex-reitor Cristovam Buarque... Chegou, enfim, bem perto do recorde de permanência por teimosia no poder, mas entregou os pontos na quinta-feira - dizem que a décimos de segundos da marca de Renan Calheiros na presidência do Senado.Resta-lhe o consolo amargo de, a exemplo de Severino Cavalcanti, Carlos Lupi e do remanescente Eurico Miranda, garantir lugar na comissão de frente do bloco "Daqui não saio, daqui ninguém me tira". Poderia ter evitado este vexame saindo de fininho assim que seu nome foi parar na lixeira, mas, não: quis ser mais realista do que o Renan e, claro, se deu mal! BarbadaEstamos ainda em abril, mas o Bazar do Abadía é, desde já, forte concorrente ao prêmio Melhor Programa de Índio de 2008. Pro pessoal que ficou de fora, então, foi uma delícia.Boletim médicoSe, no caso, a estabilidade for uma boa notícia, está tudo bem com o Corinthians. Volta ao pódioLindsay Lohan recuperou o título de "A má nótícia em pessoa", flagrada desta vez sob acusação de calote no guarda-costa. Suas duas principais rivais na categoria - Amy Winehouse e Britney Spears - estão, por hora, quietas. Quietas demais, preocupam-se os fãs.Fora da ordemA situação na Argentina anda tão esquisita, que a tocha olímpica se apagou sozinha nas ruas de Buenos Aires.Pense nisso!Desta vez Cesar Maia se superou. Perdeu bem uma boa meia hora de seu tempo de expediente na prefeitura do Rio, onde escreve uma coisa chamada "Ex-blog", para filosofar na edição de sexta-feira sobre o dilema de um fotógrafo de jornal diante de uma poça d?água em seu caminho: ele deve registrar a imagem da ameaça de foco de dengue ou tentar resolver o problema com a ajuda de uma boa vassoura? Não é piada! Os médicos do prefeito pedem que não se ria das coisas que ele escreve. É grave a criseAndréia Schwartz, a cafetina capixaba que chegou ao Brasil com a banca de quem cobra cachê até para dar entrevista, posou esta semana para a Sexy. Ou seja, está recomeçando a vida do zero.Sabatina* Quem chegou ao Brasil na quarta-feira para se tratar: Naomi Campbell, Charles Aznavour, Ronaldo Fenômeno ou Gerald Thomas?* Onde será o chá de bebê de Kaká e de sua mulher Caroline: na matriz da Igreja Renascer em São Paulo; na casa de Giorgio Armani; na casa dos pais do jogador; ou no salão de festas do Milan?* Lentidão em Salvador é um problema cultural, de engenharia de trânsito, de excesso de sol ou de preguiça mesmo?

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