'Após a ocupação, o redesenho da PUC-SP foi debatido pelos interessados, que não o conheciam'

Comissão de Comunicação OCUPAPUC

O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2007 | 22h14

O processo de redesenho institucional da PUC-SP vem tramitando na direção da universidade desde meados de 2006, de modo escondido e sem discussão pública. Durante todo esse período, o movimento estudantil tentou dialogar com a reitoria sobre a construção desse processo, mas as audiências públicas solicitadas foram sistematicamente negadas. No segundo semestre de 2007, a reitoria apresentou seu projeto num site, dando um prazo mínimo para a discussão entre a comunidade e a apresentação de contra-propostas. A tão reivindicada audiência só foi cedida após a sistematização de três propostas: uma da Faculdade de Economia e Administração, uma do Centro de Educação e a da própria Reitoria, apresentadas no Teatro da PUC, o Tuca, com a presença de seus proponentes. As outras propostas apresentadas dentro do prazo regimentar foram sumariamente excluídas pela Comissão de Redesenho Institucional. Desde sua estruturação, essa audiência foi considerada pelos estudantes, funcionários e professores uma farsa. Além de ser marcada para o final do semestre, está prevista a votação das propostas para dezembro, durante as férias letivas. A audiência formatada pela reitoria não dava direito de voz a todos que gostariam de falar, sorteando um número fixo de inscritos dos setores presentes. Durante a realização da mesa, os membros da reitoria e os representantes das outras duas propostas se recusaram a responder aos questionamentos feitos pelos estudantes nas poucas falas a que tivemos direito. Considerando que o processo foi conduzido de maneira autoritária e discutida a portas trancadas por uma cúpula escolhida pela própria reitoria, os estudantes mobilizados acreditam que a única solução é interromper o processo do redesenho institucional e iniciar um novo. Após a audiência, os estudantes, em reunião em frente ao Tuca, decidiram ocupar a reitoria. Uma forma de protesto que consideramos, desde já, vitoriosa. Basta dizer que em poucos dias de ocupação, o redesenho foi amplamente debatido pela comunidade, que nem sequer o conhecia. Diferente do modo como a reitoria administra a universidade, o Movimento de Ocupação da PUC é construído democraticamente por todos os estudantes, com decisões debatidas em assembléias. Nossas reivindicações: supressão imediata de todo o processo de redesenho institucional; substituição dos projetos por uma proposta aprovada pelo conjunto da comunidade; nenhuma punição aos ocupantes e apoiadores e pela retirada imediata das queixas abertas contra estudantes; rematrícula imediata dos inadimplentes; abertura dos livros de contas.

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