Censura ao 'Estado'

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O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2009 | 00h09

O desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, proíbe o Estado de publicar reportagens que vinculem o nome de Fernando Sarney, filho mais velho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), à operação Boi Barrica, da Polícia Federal. O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal, que manteve a censura. Este mês, Fernando Sarney desistiu da ação. O caso aguarda nova análise do TJ, de férias até 7 de janeiro.

Ataque à Globovisión

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Trinta militantes do partido radical Unidade Popular Venezuelana (UPV), aliado de Hugo Chávez, invadem a emissora antichavista Globovisión, em Caracas, e lançam bombas de gás depois de o governo tirar do ar 34 emissoras de rádio. Segundo o Instituto Imprensa e Sociedade, 2009 foi o pior ano para a imprensa venezuelana desde a ascensão de Chávez, em 1999. Foram 107 ataques a jornalistas e meios de comunicação, 2/3 perpetrados por agentes ou simpatizantes do governo.

Clarín sob marcação

10/10

O Senado argentino aprova a nova lei de radiodifusão que reduz a liberdade de atuação de emissoras comerciais de TV e rádio e fortalece a presença do Estado na imprensa. A vitória do casal Kirchner é um golpe contra a principal empresa de comunicação do país, o Grupo Clarín, que poderá transmitir apenas para 35% da população, enquanto as emissoras estatais terão alcance nacional.

Agressão à voz cubana

6/10

Yoani Sánchez, autora do blog Generación Y e crítica do governo cubano, é presa em uma passeata contra a violência. Acusada de ser "contrarrevolucionária", foi forçada a entrar em um carro e disse ter sido agredida durante 20 minutos. No mesmo mês, seu marido, Reinaldo Escobar, foi agredido por um grupo de simpatizantes do regime castrista.

Obama versus Fox

15/10

A então diretora de comunicações da Casa Branca, Anita Dunn, acusa a rede de TV Fox News, do bilionário australiano Rupert Murdoch, de ser um "braço armado do Partido Republicano" e informa que dali em diante a emissora passaria a ser tratada "como um oponente" do governo Obama.

Jornalistas massacrados

26/11

Vinte e nove jornalistas são assassinados na Província de Mangudadatu, nas Filipinas, durante uma carreata política de oposição ao regime do chefe tribal Andal Ampatuan Jr. No mundo todo, em 2009, o número de jornalistas mortos por motivos ligados à atividade, 68 no total, foi o maior desde que a organização Comitê para a Proteção dos Jornalistas, com sede em Nova York, iniciou a contagem, em 1992. Na Somália as mortes foram nove. No Paquistão, quatro.

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