'Competições internacionais podem trazer benefícios para quem as sedia'

RENATO MAURÍCIO PRADO, COLUNISTA DO JORNAL O GLOBO

O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2007 | 00h06

Sou a favor, mas com ressalvas. Competições internacionais podem trazer benefícios para quem as sedia, como as Olimpíadas de 92, que revitalizou a parte velha de Barcelona, e o último Mundial de Futebol, em 2006, que modernizou parte da antiga Alemanha Oriental. Mas nem tudo é tão simples. Do Pan Rio 2007, por exemplo, pouco ficará. Embora os governos federal, estadual e municipal tenham bancado quase todas as despesas do orçamento, que superou em mais de 300% o original, obras fundamentais para que a cidade recebesse uma herança positiva foram abandonadas: a despoluição da Baía de Guanabara e da Lagoa Rodrigo de Freitas e a extensão do metrô. São promessas desse quilate que urge cobrar no caso da Copa do Brasil. Quantos estádios precisarão ser feitos? O que acontecerá com eles após a competição? Que benefícios teremos na rede hoteleira e nos transportes? Somente se exigir respostas claras e ações efetivas a sociedade terá certeza de que o País - e não somente um grupo de dirigentes e empresários - sairá ganhando. Este é o nosso desafio. Muito maior do que levantar mais um caneco.

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