Cristina ou Dilma?

Risco Orlando

O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2011 | 03h06

O escândalo do Ministério do Esporte pode ter repercussão econômica na Disney. Autoridades americanas temem que, mesmo após o desfecho do caso, turistas brasileiros desistam de passar férias em Orlando.

Vampiro absorvente

O príncipe Charles disse num programa de televisão no Reino Unido que é parente do Conde Drácula. Deve ser por isso que ele sonhava em ser o O.B. da Camilla Parker-Bowles.

Crescimento acelerado

Ninguém no Congresso se deu ao trabalho de levar uma trena para medir no plenário, mas ACM Neto está com a impressão de que cresceu bem uns 3 centímetros com a crise do Ministério do Esporte. A conferir.

Eu, hein!

Inspirado em discurso de José

Sarney, o senador Lobão Filho quer transformar a corrupção em crime hediondo. Isso é, mais ou menos,

como propor uma lei em defesa

dos homossexuais com a bênção

do deputado Jair Bolsonaro.

Profecia confirmada

O vocalista Bono Vox convocou a imprensa para anunciar: "O U2 vai acabar em 2012!" Deve ser isso que o calendário maia considerava o fim do mundo.

Lixo hospitalar

Antes de decidirem enterrar Muamar Kadafi no deserto, os rebeldes líbios chegaram a considerar a hipótese de mandar o corpo do ex-ditador para

reciclagem naquela fábrica de forro

de bolso em Pernambuco.

Racha comunista

Parentes de Luís Carlos Prestes estão divididos: afinal de contas, foi bom ou foi ruim pra família a homenagem ao "Cavaleiro da Esperança" no programa do PC do B na TV? Há controvérsias!

Na própria carne

Lula resolveu dar sua cota de sacrifício à crise econômica na zona do euro: baixou de US$ 200 mil para US$ 150 mil o preço médio de suas palestras na Europa.

Agora é lei!

Com o fim do sigilo eterno, quando, afinal, Felipão vai revelar quanto

ganha no Palmeiras?

No lugar de Néstor Kirchner, Lula estaria morto de preocupação: a criatura política que o ex-presidente argentino inventou na Casa Rosada é, desde domingo passado, maior que seu criador.

Aprovada em primeiro turno para um segundo mandato, Cristina Kirchner saiu do pleito com estatura eleitoral regulando com o prestígio de Juan Perón. Mal comparando, é como se, em 2014, Dilma Rousseff ultrapassasse Lula em carisma para entrar pra história pari passu com Getúlio Vargas em seus melhores dias no poder.

Ninguém leva isso a sério hoje no Brasil, da mesma forma que na Argentina seria piada imaginar algo parecido no primeiro ano do governo da mulher do Néstor.

Tamanha surpresa nas urnas teria, inclusive, feito Cristina reforçar as aplicações regulares de botox, temerosa de que eleitores percebessem na expressão facial da candidata reeleita o quanto ela própria ficou espantada com sua performance eleitoral.

O tal "cristinismo" está virando uma espécie de religião muito mais popular que a Igreja Maradonista. A rigor, a súbita devoção dos argentinos a sua presidente só encontra paralelo no gosto daquele povo pelo bife de chorizo e pelo alfajor de doce de leite.

Dá até pra desconfiar que o fenômeno possa estar sendo forjado no inconsciente coletivo de los hermanos para que, no futuro, eles possam dizer que Cristina foi melhor que Dilma, da mesma forma que hoje fazem ao comparar Maradona a Pelé.

O que poderia muito bem instigar nos brasileiros uma reação nacionalista capaz de transformar o "dilmismo" no maior prodígio político da América Latina nos anos 2010.

Enfim, ainda vamos sentir saudades do tempo em que tínhamos em comum com o país vizinho a pretensão de ser os maiores do mundo no futebol.

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