Marcel Van Hoorn
Marcel Van Hoorn

Feira de arte na Holanda fecha após caso de coronavírus

A Tefaf Maastricht registrou 29% menos visitantes em 2020 do que no ano anterior

Scott Reyburn, The New York Times

12 de março de 2020 | 20h09

A 33ª edição da feira de artes e antiguidades Tefaf, em Maastricht, foi encerrada nesta quarta-feira, 11, quatro dias antes do previsto, após a confirmação de um caso do novo coronavírus entre seus expositores. 

A feira mais prestigiada da Europa chegou a ocorrer, apesar do cancelamento ou adiamento de outros eventos de destaque, como a Art Basel Hong Kong e a Art Dubai, mas afirmou que recebeu 29% menos visitantes do que no ano passado. 

Até esta semana, já foram registrados mais de 600 casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus nos Países Baixos, e os colecionadores, temendo um contágio, cumprimentavam os expositores com acenos e outras formas de evitar o aperto de mão. 

A Tefaf de Maastricht deste ano, evento organizado pelos negociantes que já conta com duas feiras irmãs em Nova York, foi a maior já realizada, com 282 expositores, mesmo com a desistência de três importantes galerias: Fergus McCaffrey e Wildenstein and Co., de Nova York, e a Galerie Monbrison, de Paris. O Metropolitan Museum of Art, de Nova York, e a National Gallery of Art, de Washington, confirmaram estar entre os museus americanos que aconselharam seus curadores a não frequentar a feira.

A epidemia do coronavírus é o mais recente retrocesso de uma série de reveses que afetaram o comércio global da arte. A mais recente edição do relatório anual Art Basel & UBS Art Market, publicada na quinta, calculou que a venda global de obras de arte e antiguidades em 2019 foi de US$ 64,1 bilhões, declínio de 5% em relação ao ano anterior. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

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