'Introduzir mais cursos é tornar os currículos mais rígidos e burocráticos'

A idéia de que os jovens aprendam sociologia e filosofia, pode ser importante, assim como economia, direito, etc. Mas, com tantas matérias, os programas são superficiais, os professores não entendem o que ensinam, os alunos estudam para passar e logo esquecem o que decoraram. Nos países em que a educação média é de qualidade, todos aprendem bem a ler a a usar a matemática, e se aprofundam em algumas áreas conforme seus interesses. Introduzir mais cursos obrigatórios é tornar os currículos mais rígidos e mais burocráticos, sem nenhuma garantia de que os alunos vão ganhar algo com isto. Além do mais, como estas áreas são controversas, e a maioria dos cursos superiores brasileiros não são bons, o mais provável é que ensino acabe sendo dado por professores sem condição de ensinar conteúdos realmente ricos e interessantes. A obrigatoriedade destas disciplinas foi uma vitória dos sindicatos de sociólogos e de professores de filosofia, que ganharam assim empregos garantidos para os que têm estes diplomas. Bom para eles, mas um retrocesso a mais no péssimo ensino que temos no País.SOCIÓLOGO E CIENTISTA POLÍTICO

Simon Schwartzman, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2007 | 20h51

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