'Não retirem a esperança que temos na Justiça'

PAI DE DIEGO MENDES MODANEZ, ASSASSINADO POR UM PROMOTOR

Fábio Antonio Modanez, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2007 | 20h55

No dia 30 de dezembro de 2004, quando as famílias brasileiras preparavam-se para as festividades de fim de ano, a vida de um jovem foi estupidamente ceifada e o destino de duas famílias foi definitivamente alterado. Com 12 disparos à queima-roupa, o promotor de Justiça Thales Ferri Schoedl tirou a vida de Diego Mendes Modanez, de 20 anos, e feriu com gravidade Felipe Siqueira C. de Souza, de 20 anos, que felizmente sobreviveu, mas com seqüelas físicas e psicológicas. Se o crime comove e revolta por sua brutalidade e banalidade, a indignação é ainda maior por ter sido cometido por uma pessoa que acredita que, por ter uma arma e exercer a função que exerce, pode dispor da vida alheia. E, ainda, que por pertencer a uma instituição que tem como missão exigir dos cidadãos o cumprimento da lei, não está obrigado a respeitá-la. No próximo dia 29, o Ministério Público terá a oportunidade de mostrar que é o órgão isento que a sociedade brasileira quer e merece. Esperamos que o corporativismo não influencie a decisão dos membros do seu Órgão Especial. Nós, parentes e amigos das vítimas, exigimos justiça. E o primeiro passo é a expulsão desse criminoso dos quadros de uma entidade que a sociedade tanto respeita. Por favor, não nos decepcionem. Não ajudem a encobrir um crime por demais doloroso. Não retirem a esperança que temos na Justiça, hoje o nosso único alento.

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