'O Maracanã é algo duro de enfrentar para qualquer figura política'

FÁBIO W. REIS, CIENTISTA POLÍTICO E PROFESSOR DA UFMG

O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2007 | 10h46

há claro exagero na importância dada às vaias a Lula. Ele mesmo se encolheu diante delas e as usou como tema negativo de uma de suas falas matinais. Mas é bobagem pretender que sejam indício relevante de perda de popularidade ou coisa parecida. Afinal, pesquisas recentes de mais de um instituto, com amostras representativas do eleitorado nacional, mostram a popularidade firme, e não dá para sustentar que o público do Maracanã, sobretudo num evento como o Pan, seja mais representativo. Tem sido lembrado o dito de Nelson Rodrigues, de que o Maracanã vaia até minuto de silêncio, o que se deveria a certa irreverência carioca e tornaria o estádio algo duro de enfrentar para qualquer figura política. De todo modo, havia em jogo, naturalmente, mecanismos de psicologia de multidão que dificilmente impediriam as vaias de prosperarem mesmo que a parte empenhada em vaiar fosse minoria. Acho melhor a gente se ocupar da grande vaia silenciosa aos responsáveis diretos e indiretos pela catástrofe aérea.

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