'O MPF deveria propor a reformulação dos cardápios'

GIOVANA DEL PRETTE, PSICÓLOGA, PROF. E TERAPEUTA DO NÚCLEO PARADIGMANão há necessidade de proibir o brinquedo como brinde. O problema não é necessariamente o brinquedo, e sim a publicidade que se faz sobre os kits, a má qualidade nutricional destes lanches e a dificuldade dos pais em orientar e dar limites sobre as escolhas alimentares dos filhos. Os lanches fast-food infantis normalmente são simples e excluem até mesmo a alface com tomate, pressupondo que toda criança apresenta resistência para comer verduras, fazendo que aquelas com preferências alimentares mais variadas restrinjam sua escolha para obter um brinquedo. Seria mais eficiente se o MPF propusesse a reformulação dos cardápios para opções nutritivas e saborosas voltadas às crianças. Assim a publicidade do brinde poderia ser utilizada, vinculada à compra de um prato balanceado, e não ao junk-food. Também é de responsabilidade dos pais a educação alimentar de seus filhos. Eles têm o dever de monitorar o quê e quanto as crianças comem, sempre disponibilizando comidas saudáveis tanto em casa como quando estiverem fora.

O Estado de S.Paulo

07 de março de 2009 | 23h07

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