'O povo morre dentro dos hospitais, em completa insegurança'

Carta aberta ao governador José Serra e ao prefeito Gilberto Kassab

Cid Carvalhaes, Presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2008 | 21h46

Lamentamos. Inauguração de hospitais, postos, AMAs, AMEs, com tom publicitário e características de palanque. Enquanto isso, o povo morre dentro dos hospitais, em completa insegurança. Em julho de 2005, o Hospital Heliópolis foi tomado e houve uma morte decorrente da invasão. Dias depois foi a vez do Hospital de Mirandópolis. O saldo foi de mais feridos. No ano seguinte, em dezembro de 2006, o Hospital São Luiz Gonzaga, no Jaçanã, foi invadido. O resultado: mais mortes. No estacionamento do Hospital Paranaguá, na zona leste, um médico foi assassinado. Dias depois, outro foi morto nas imediações do Hospital São Paulo, na Vila Mariana. Na semana que passou, um episódio com final trágico foi registrado dentro de uma UTI. Em tão pouco tempo, muita desgraça. O que fica é a convicção de que os fatos refletem a política do Estado, de completa insegurança e de muitas questões a serem resolvidas. O secretário de Saúde do município alardeia a terceirização da segurança. O governador do Estado afirma ser impossível colocar um batalhão de policiais em cada hospital. Lamentamos a insensibilidade dos governantes diante da situação das unidades de saúde. Providências devem ser urgentemente tomadas. Deixem a insegurança ser apenas a biológica. Os pacientes precisam se sentir protegidos. Nosso trabalho é meio de vida e não canal de morte. Os médicos de São Paulo querem trabalhar com eficiência. Por favor, permitam.

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