'O Super Simples não é tão simples como dizem, pelo contrário, é bastante complexo'

Sebastião Gonçalves dos Santos, EMPRESÁRIO CONTÁBIL

O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2007 | 00h06

Atendendo ao apelo de entidades de classe, empresários e contribuintes, o Comitê Gestor do Simples Nacional prorrogou para 15 de agosto a adesão ao Super Simples. A medida, entretanto, não é suficiente devido à falta de estrutura dos entes tributantes e às inconsistências em suas bases cadastrais, o que vem gerando um alto custo para a sociedade. Vale destacar que o Super Simples não é tão simples como dizem, pelo contrário, é bastante complexo. Tanto que a prorrogação se deu justamente pelo excesso de dúvidas não esclarecidas e pelos problemas operacionais do sistema. O prazo extra é insuficiente para solucionar os milhares de processos que se encontram na Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. Deveria ser estendido por mais 90 dias, no mínimo. O ideal seria que o sistema entrasse em vigor em janeiro de 2008. Também vale destacar o papel do profissional da contabilidade nesse cenário dúbio. Os empresários, confiantes nas promessas de facilidades anunciadas com o novo sistema, estão atribuindo aos contabilistas a culpa pelas dificuldades encontradas. Ora, não é cabível responsabilizar um profissional por circunstâncias que fogem a seu controle, como a complexidade de uma nova lei, ou a falta de estrutura dos órgãos públicos. É uma pena que o Super Simples, criado para beneficiar as micro e pequenas empresas, esteja causando tantos transtornos antes mesmo de entrar em vigor.

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