'Por que não divulgar e participar de uma campanha nacional de combate à pedofilia?'

Carta aberta aos governos federais, estaduais e municipais

Magno Malta, SENADOR (PR-ES), O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2008 | 00h15

O Brasil se tornou o paraíso da pedofilia e somos pódio em relação ao resto do mundo. Dos 27 milhões de usuários do site de relacionamentos no País, os pedófilos brasileiros colocaram o pescoço de fora. Ao me tornar presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito contra a Pedofilia, vi que essa CPI se transformou em uma delegacia para o povo brasileiro. Nunca imaginei que pudesse ver a imagem de um homem abusando de uma criança de 30 dias. Nunca pensei ver crianças de 7 e 8 anos de idade abusadas e viciadas no abuso. Há um repúdio, uma revolta no coração da sociedade. É a própria degradação humana. É o próprio lixo. E aquele tenente da Polícia Militar, acusado de pedofilia, que se suicidou? Eu tenho um filme daquele homem, abusando de uma criança de 1 ano e meio de idade. Mas coisas importantes estão acontecendo. Estamos tipificando esse crime para 30 anos de reclusão sem progressão de regime e com pulseira eletrônica até a morte. Também estamos trabalhando duro para aprimorar nossa legislação e, para isso, precisamos de apoio do governo. Passamos por um momento em que muitos vestem nossa camisa. Estamos unidos em prol de campanhas de suma importância para o País, como a de combate à rubéola e combate à dengue. Por que não divulgarmos e participarmos de uma campanha nacional de combate à pedofilia? Vamos instigar, vamos incentivar as Câmaras de vereadores do Brasil para que instalem uma CPI contra a pedofilia. São milhões de casos e, com o advento da CPI, as pessoas se encorajaram e denunciaram os criminosos. Elas não querem mais conviver com essa triste situação. E aos que têm me enviado e-mail com ameaças, quero dizer que medo eu conheço de ouvir falar. Mas nunca fui apresentado.

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