Refugiados do clima

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O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2009 | 00h09

Piores chuvas em 60 anos matam nove em Daca, capital do Bangladesh, e deixam milhares de desalojados. Bangladesh é uma da nações mais propensas às grandes migrações por conta do clima, segundo relatório da Organização Internacional para a Migração (OIM), divulgado em dezembro. Afeganistão, América Central e partes da África Ocidental e do Sudeste Asiático são as regiões mais ameaçadas pelos desastres naturais que, de acordo com o organização, mais dobraram nos últimos 20 anos. A OIM estima que entre 25 milhões e 1 bilhão de pessoas serão forçadas a migrar nos próximos 40 anos por causa do clima.

O caos de cada um

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A Defesa Civil de Santa Catarina registra a ocorrência de alagamentos e enchentes em 64 municípios atingidos por vendavais e fortes chuvas em setembro. O governador Luiz Henrique (PMDB) decretou situação de emergência nessas cidades em função dos estragos que afetaram as casas de cerca de 88.000 pessoas, deixando pelo menos 17.000 desalojadas. Em 8 de dezembro, as chuvas mais intensas dos últimos dois anos desabam sobre São Paulo. O aguaceiro fez transbordar os rios Tietê e Pinheiros, inundou bairros inteiros, deixando oito mortos e causando engarrafamento de mais de 120 quilômetros na capital. "Não foi o caos", avaliou o prefeito Gilberto Kassab (DEM).

E agora vêm os terremotos

12/9

O exército de Taiwan resgata 350 pessoas que ficaram isoladas depois da passagem de um tufão batizado Morakot, no distrito de Pintung, sul do país. O tufão deixou 63 mortos e 61 desaparecidos. Mas não era tudo. Após a passagem do Morakot por Pintung, no mesmo dia três terremotos atingiram Taiwan. O maior tremor bateu nos 5 graus da escala Richter e os outros dois vieram com 4,4 e 3,7 graus de intensidade. Não houve mortos. Segundo o serviço meteorológico da ilha, na primeira metade de 2009 Taiwan registrou um total de 8.918 tremores.

E o gelo que estava aqui?

19/9

O derretimento da calota polar ártica em 2009 é o terceiro maior desde 1979, quando foram iniciadas as medições pelo satélite do Instituto da Neve e do Gelo, do governo dos Estados Unidos. No ápice do derretimento desse ano, em setembro, a superfície média de gelo que sobrou no cocuruto do planeta media 5,1 milhões de quilômetros quadrados - uma área só maior do que a verificada em 2007 (4,1 milhões de quilômetros quadrados) e 2008 (4,5 milhões de quilômetros quadrados).

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