'Se ela não for concluída, o dinheiro investido até hoje irá para o ralo'

Aquilino Senra, prof. de Pós-Graduação em Eng. Nuclear da Coppe/UFRJ

Versão Impressa

17 de julho de 2007 | 17h04

A construção de Angra 3 é importante do ponto de vista estratégico, pois consolida o projeto brasileiro de enriquecimento de urânio, tecnologia que somente nove países possuem hoje. Com apenas um terço do território prospectado, o Brasil já é a sexta maior reserva de urânio do mundo. Além disso, as equipes técnicas que participaram da construção de Angra 1 e 2, após tantos anos, estão prestes a se aposentar e precisam transmitir seu conhecimento. Se Angra 3 for adiada mais uma vez, essas equipes serão desmobilizadas e, se no futuro for preciso concluir o projeto, o custo será muito maior. Também é preciso considerar os investimentos que já foram feitos: cerca de U$750 milhões na compra dos equipamentos e U$500 milhões em sua manutenção. Se a usina não for concluída, esse dinheiro irá para o ralo. Por último, acredito que seja preciso diversificar a matriz energética do País. Apesar de nosso enorme potencial hidrelétrico, não podemos ficar dependentes de uma única fonte de energia, mas investir no desenvolvimento da eólica, solar, biomassa e nuclear.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.