Uma nação dividida pela raiva

É hora de uma mudança no comando, diz a pensadora Camille Paglia. Sua geração, dos anos 60, cindiu o país e agora deve deixar o palco

Pedro Doria, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2008 | 21h40

Camille Paglia é uma senhorinha de baixa estatura que parece ter sempre um sorriso estampado no rosto. Ao falar, gesticula ininterruptamente, acusando a ascendência italiana. É feminista - mas isso não quer dizer que a maioria das feministas concorde com ela. Camille é do contra.Professora da Universidade das Artes, na Pensilvânia, é a 20ª intelectual mais influente do mundo, sugerem as revistas Foreign Policy (EUA) e Prospect (Inglaterra). A influência vem de Personas Sexuais (Companhia das Letras), lançado em 1990, livro em que diz que homem e mulher não têm nada de iguais. Camille é uma mulher fora dos padrões, que gosta de pornografia, atéia que defende religião e considera Hillary Clinton "fraca de caráter e incapaz de decisões inteligentes".Pois sim: simpática, sorridente - quase delicada, mas que não perdeu a verve que a tornou conhecida. "As mulheres brancas que votam em Hillary demonstram seu ressentimento para com os homens." Ou "John McCain trai suas convicções com facilidade se considerar que sairá bem na imprensa." Não só na política: "Instinto Selvagem é o último filme que valeu a pena assistir de novo". E, a quem estiver interessado, recomenda cuidado ao beijar Madonna. "Ela é uma vampira." Camille Paglia esteve no Brasil durante a semana, quando falou em Salvador no evento Fronteiras do Pensamento e concedeu esta entrevista exclusiva ao Aliás.Por que a senhora apóia a candidatura de Barack Obama à presidência dos EUA?Ele me impressionou muito pela maneira como se mostra decidido a resolver a divisão profunda que há entre os Partidos Republicano e Democrata. Essa divisão, que venho criticando há alguns anos, paralisou Washington. É desse espírito que vem aquilo que George W. Bush disse pouco antes da Guerra do Iraque, "você está conosco ou contra nós". A política americana anda maniqueísta e a cisão entre esquerda e direita chegou a um ponto em que ninguém se entende mais. Obama vem mostrando ter um instinto natural de busca pelo meio-termo. É por isso que, apesar da dificuldade durante a campanha das primárias, jamais usou nenhum dos escândalos passados contra Hillary Clinton. Ele tem sido extremamente elegante, até cavalheiresco, o que faz do argumento da campanha de Hillary de que há machismo na eleição ainda mais absurdo. Obama talvez seja por demais idealista em achar que conseguirá conduzir uma campanha limpa até o fim. Mas, por enquanto, ele está mobilizando o idealismo dos mais novos. Se Obama consegue inspirá-los, é mais um argumento. Assisti a um discurso dele durante as primárias da Pensilvânia, em abril. A primeira coisa que salta aos olhos quando o vemos ao vivo é que ele está pensando com profundidade a respeito das coisas que diz.Qual é a natureza dessa divisão política?O debate político não tem mais nenhuma profundidade e segue embalado por uma mentalidade raivosa de nós contra eles. Como o nosso é um sistema bipartidário, já há uma tendência à polarização. Mas essa divisão foi reforçada, no início dos anos 90, pela ascensão da TV a cabo, com seus canais de noticiário contínuo. Nos programas de debates, os convidados são pré-selecionados para apresentar os argumentos da direita e da esquerda. Filtrados pelo pouco tempo de fala, fica a impressão de que aquelas mesmas idéias manifestadas daquela mesma forma representam toda a miríade de opiniões possíveis a respeito de assuntos complexos. Há raiva no ar. Aqueles que começam a se aposentar, no Senado, costumam dizer que houve o tempo em que havia mais colegialidade, maior disposição de chegar a um acordo com a oposição. Era possível governar buscando algum tipo de consenso. Se considerarmos o poder dos Estados Unidos no mundo, é muito grave o fato de que nada é decidido em Washington porque os políticos estão paralisados por uma rixa adolescente e tediosa que constantemente transforma em estereótipo o ponto de vista oposto. Isso é algo que sinto pessoalmente. Muitos me odeiam porque, às vezes, não repito o ponto de vista politicamente correto da esquerda. Consideram que estou traindo uma causa. Mas, por outro lado, muitos me lêem porque também estão cansados dessa constante guerra ideológica. Precisamos compreender que é possível ter respeito pelas idéias daqueles com quem discordamos. Quando Obama, que é um homem de esquerda, disse que o ex-presidente Ronald Reagan trouxe idéias interessantes e exerceu uma boa influência sobre o país, a extrema esquerda do Partido Democrata enlouqueceu. "O quê? Como você ousa elogiar Ronald Reagan?" Mas é exatamente esse o tipo de posição de respeito ao outro lado que precisamos ter se quisermos unir o país.Por que o nome de Reagan vem sendo tão lembrado durante essa campanha eleitoral?Reagan representa a lembrança que os republicanos têm de melhores dias. O partido que Bush destruiu, com todo seu ideário do Estado mínimo, é justamente aquele que Reagan construiu. Muitos conservadores têm se perguntado o que Reagan teria feito. Possivelmente, o que aconteceu é que simplesmente não há mais espaço para aquele tipo de política. Os ideais daquela época eram uma resposta ao governo patriarcal que Lyndon Johnson implantou na década de 60. Reagan também falava de valores americanos num período imediatamente posterior à humilhação sofrida pelos EUA no Irã, quando xiitas invadiram a embaixada americana e mantiveram reféns por mais de um ano sem que o governo conseguisse resolver o problema. Ele tinha uma elegância ao falar, essa habilidade de tratar de patriotismo. Acreditava no que estava falando. Hoje, é lembrado como o messias ou como satã. Muitos democratas têm horror a ele. Consideram que tinha um coração de pedra, que cortou o dinheiro de programas governamentais importantes. Vêem sua mulher como uma Maria Antonieta, sempre dedicada a gastos supérfluos e jantares na Casa Branca.Hillary Clinton é justamente uma das que costuma atacar o legado de Reagan. Como a senhora avalia sua campanha?Ela é da velha-guarda, do tipo somos nós contra eles. Quando veio à tona a história da estagiária Monica Lewinsky, ela adotou imediatamente a posição de que havia uma vasta conspiração de direita contra ela e seu marido. Quer dar o troco. Para ela, governar é uma operação de guerra. A idéia de que Hillary pode ser eleita presidente é absurda. Há uma lista de episódios que os republicanos estão apenas esperando para lembrar e que demonstram suas fraquezas de caráter, sua incapacidade de tomar decisões inteligentes. É o caso de quando gerenciou a reforma do sistema de saúde no governo de seu marido. Os republicanos estavam dispostos a ampliar a participação do Estado, concordavam com um acordo. Hillary gerenciou tão mal a situação que saiu sem nada. Respeito muito o fato de que Obama desde cedo se manifestou contra a Guerra do Iraque, enquanto pessoas como Hillary, de olho nas pesquisas de opinião, a apoiaram. Ela argumenta dizendo que se soubesse na época o que sabe hoje, teria votado contra. É absurdo. Ted Kennedy também estava no Senado e votou contra. Outros votaram contra. O que ela fez foi tomar uma decisão maquiavélica, pois queria ser candidata à presidência um dia e, aparentemente, a população queria a guerra.Muitas de suas companheiras feministas vêem a candidatura de Hillary como uma questão pessoal.É verdade. Após mais de dez anos de obscuridade, feministas como Gloria Steinem voltaram a falar alto. Elas estavam em silêncio desde que o movimento do qual faço parte as derrotou. Quando apareci, no início dos anos 90, houve uma grande guerra de idéias e nós feministas pró-sexo vencemos. As mulheres mais jovens se identificavam com o que estávamos falando. Gloria Steinem e suas discípulas retrocederam para suas cavernas, ou seja lá onde se meteram, e agora, com o fracasso iminente da candidatura Hillary, lá estão elas gritando novamente: "Machismo! Agora podemos finalmente provar que são todos machistas!" É ridículo. Seguindo Gloria Steinem, logo veio Susan Faludi escrevendo um longo artigo no New York Times. Então agora temos de volta a guerra das feministas. Mas a verdade sobre essa eleição é a seguinte: o machismo entre eleitores é pequeno quando comparado ao racismo. Muitas mulheres da classe média branca, isto sim, vêem Hillary como sua campeã numa luta que nasce de seu ressentimento contra os homens. Elas querem culpar os homens. Veja, o único argumento que têm e repetem é um único incidente, no início da campanha, quando apareceram dois sujeitos com um cartaz escrito "passe minha camisa" num comício de Hillary. Os mais jovens, nos EUA, nem sabem mais o que é isso, passar a camisa. Os tecidos modernos não precisam mais ser passados. Executivos mandam suas camisas para lavanderias. Essa questão das mulheres com os trabalhos domésticos era uma batalha dos anos 50 e 60. Nos EUA, já é passado. Aposto que o incidente foi criado pela própria equipe de Hillary. Dizer que o patriarcado está por trás do fracasso de sua campanha é uma mentira. Mentira. Muitos eleitores estão na verdade votando em Bill Clinton. Será que chegamos ao ponto em que a primeira mulher a ser eleita presidente chegou lá por causa do marido? Isso não é feminismo de verdade.E quanto a John McCain, o candidato republicano? Ele também demonstra esses traços conciliatórios que a senhora vê em Obama?McCain é um ególatra. Ele joga de forma a conquistar os jornalistas da grande imprensa. Conhece seus nomes, trata todos sempre muito bem, convida todos para churrascos, é seu camarada. Essa maneira como ele puxa o saco da grande imprensa me enoja. Ele é um homem que estoura muito fácil, é impaciente e não é um homem que tenha grandes conhecimentos. Não entende de economia, por exemplo. E o Partido Republicano está em escombros. O governo Bush esteve no lado oposto de quase todos os princípios conservadores. Ao invés de limitar os gastos públicos, gastou muito. Apresentou uma política de imigração que não estava afinada com nenhum dos dois partidos. O atual presidente não pensa de forma coerente e é movido por uma certa fé em seus instintos. Ele conhece alguém e acredita que é capaz de entender aquela pessoa até as entranhas. O resultado é uma guerra que custará na casa dos trilhões de dólares, contas públicas em frangalhos e as Forças Armadas sobrecarregadas. Como não sobrou ninguém que pudesse representar aquele Partido Republicano de Reagan, McCain ascendeu. Mas muitos republicanos consideram que ele não é um homem de princípios. Ele trai suas convicções com facilidade se considerar que sairá bem na imprensa. Alguns dizem que McCain vai traçar Obama nos debates. Não acho. Quando as pessoas virem os dois juntos, o fato de que ele é um homem velho vai ser ressaltado. Ele não tem mais o vigor que tinha. E lá estará o jovem Obama, que é um homem muito elegante e gracioso nos gestos, ao seu lado. O contraste será grande.Há quem diga que Hillary e McCain representem a continuação do conflito cultural nascido nos anos 60 e que Obama iria além disto. A senhora concorda com essa leitura?Concordo inteiramente. É uma das razões que me levam a apoiar Obama. É preciso mudar a guarda. Nossa geração já fez o que pôde: algumas besteiras e também coisas boas. Agora é hora de descermos do palco. Mas é importante lembrar que os anos 60 não foram só política. Havia filmes de arte. Uma busca por transcendência espiritual. Meu ídolo, Andy Warhol, estava em seu ápice. Essa turma que está com Hillary Clinton não foi tocada por nada disso.A senhora sente saudades dos anos 60?Não, de maneira alguma. Graças a Deus não sou mais jovem. Mas foi um tempo fascinante para ser jovem. O número de grandes álbuns de rock que estavam saindo era enorme, o interesse por religiões orientais estava no ar, a moda que vinha de Londres era fascinante, os melhores trabalhos de dança moderna estavam sendo apresentados. Havia uma revolução cultural acontecendo e, de repente, parou. Acho que as drogas foram um pouco responsáveis por isso. Elas contribuíram para a expansão da imaginação das pessoas, mas também foram muito destrutivas física e psicologicamente. Torraram alguns cérebros. Tenho sorte de não ter usado drogas, elas nunca me atraíram. Fui criada numa cultura de vinho, então sempre bebi, mas jamais experimentei LSD. John Lennon dizia, e ele tomou muito ácido, que jamais precisou de LSD para nada. Que já via o mundo daquela forma antes de experimentar a droga. Entendo perfeitamente o que ele quis dizer. Chamo meu trabalho de crítica psicodélica. Gosto do cinema psicodélico, de música psicodélica e muitos de meus amigos tomaram ácido em quantidade. Costumam dizer que acharam muito importante porque a experimentação mudou sua percepção do mundo. Mas, aí, olho para suas carreiras acadêmicas e eles não produziram nada. É como se tivessem perdido a capacidade criativa com o passar do tempo. Minha geração só conseguiu realizar uma fração daquilo que achava que realizaria. Produzimos pouquíssimos grandes livros. Quando meu Personas Sexuais saiu, foi recebido pela crítica como um livro muito estranho, muito diferente. Estranharam porque os outros livros não vieram. Deveria haver muitos outros livros por muitas outras pessoas como eu, excêntricas, releituras estranhas da história e da cultura. Houve um esgotamento criativo e o excesso de consumo de algumas drogas tem a ver com isso. A juventude, agora, está partindo para as pílulas, de ecstasy a remédios controlados como o Frontal. Essas são ainda piores do que as psicodélicas. As drogas psicodélicas ao menos deixavam você mais excêntrico, estas só anestesiam.Quanto os EUA mudaram desde aquela época?O governo do presidente Eisenhower foi soporífero. Era uma Casa Branca tediosa, a primeira dama era uma mulher de todo convencional. Uma Casa Branca onde nada acontecia. Quando John e Jacqueline Kennedy chegaram lá, as coisas se iluminaram. Ele nos inspirou de uma forma que talvez Obama o faça. Mas éramos mais bem educados, e isso faz muita diferença. Os jovens de hoje são contra a guerra do Iraque como éramos contra o Vietnã, mas eles não a entendem. Mal sabem onde ficam Iraque, Irã, Arábia Saudita, Síria. É um problema que começa no nível mais básico de educação: o mapa do mundo não é mais ensinado. Esse desconhecimento atual é fatal. Se você é criado na Europa, está sempre encontrando fronteiras, outras línguas, a cultura muda radicalmente de um lugar para o outro. Nos EUA, não é assim. A não ser que sua família viaje para fora do país, você não tem sequer noção de quão diverso é o mundo. Mas as pessoas só saem de férias para a Disney World, para o Grand Canyon, para o Álamo. Essa é a maior mudança. Na década de 50, eu vivia com meus pais no Estado de Nova York e costumávamos viajar para a Flórida de carro. Ainda não havia as grandes estradas interestaduais nem as grandes cadeias de lanchonetes e lojas de departamentos. O tipo de comida em cada restaurante que parávamos mudava. A gente sentia a diferença. Ao pessoal do sul, parecíamos tão estranhos que havia hostilidade para carros com placa de Nova York. Hoje, o país é homogêneo. Vivemos uma cultura de isolamento cultural.A internet não apresenta um mundo novo?Um pouco. Os jovens não estão assistindo à televisão e há uma miríade de pontos de vista diferentes na web. Mas a desvantagem da web e dos blogs é que tudo vem muito fragmentado, são só pedaços pequenos de informação. A antiga habilidade do argumento elegante de editorialistas e colunistas é uma arte em extinção, e lamento isso. As pessoas que sabiam construir um argumento e colocá-lo num texto conciso e bem estruturado estão envelhecendo. Hoje, estamos cercados por mídia. A geração atual está em constante contato entre si, mas eles não têm um espírito de rebeldia, de vontade de mudança, que minha geração teve. É claro que éramos ingênuos e talvez até arrogantes ao exigir do mundo que mudasse. Mas os jovens, hoje, não têm essa ousadia. Não encontro a moça com 20 e poucos que tenha esse projeto de escrever um longo livro que será a grande obra definidora de algum assunto. Os jovens querem publicidade, querem aparecer. Mas a verdade é que basta um artigo publicado em uma revista de grande circulação que já é suficiente para render um contrato lucrativo com uma editora. O livro baseado no artigo é escrito em oito meses e o que temos são livros superficiais saindo um após o outro. Jamais esqueço que não podemos julgar o futuro pelos paradigmas do passado. Estamos vivendo um momento de grande mudança na comunicação e, com toda grande mudança tecnológica do tipo, há ganhos e perdas. Estou chegando a uma idade em que começo a me sentir velha e talvez esteja olhando para os jovens como a geração de meus pais olhou para as pessoas com minha idade. Mas, veja, os filmes já não são como foram. E meus alunos não têm o interesse de ir ao cinema como eu tinha. Tivemos a sorte de viver um tempo em que o cinema europeu era exuberante. Nos habituamos a ir ao cinema ver aquelas obras tão profundas. Era um preto e branco de alto contraste, uma fotografia de imensa qualidade, a edição, a música. Entrei na faculdade em 1964 e foi lá que assisti a La Dolce Vita, que havia sido feito apenas cinco anos antes. Achávamos que o cinema seria assim para sempre. Mal resistiu aos anos 70, quando entrou num lento declínio. Do meu ponto de vista, Instinto Selvagem foi o último filme interessante jamais feito. Nada desde então merece ser revisto.E o que anda bom nas artes?As artes estão em crise, principalmente as visuais. A atual geração simplesmente não se relaciona com elas como acontecia. É assim com o cinema, com as artes plásticas, teatro ou dança. Os mais jovens buscam se expressar pelos meios digitais. Me sinto à vontade com isso, escrevo para uma revista eletrônica, a Salon.com, desde que ela nasceu. Em 1995, houve gente que dissesse que a web não servia para nada, que meus talentos estavam sendo desperdiçados lá. Jamais achei isso. A web é uma revolução. Mas ainda não há boa arte, lá. O que há são coisas interessantes. No exato momento em que a campanha de Hillary começou a descarrilar, uma moça publicou no YouTube um vídeo satírico em que representa Hillary como Norma Desmond, do filme Crepúsculo dos Deuses. É brilhante e foi muito barato. O preço faz diferença. Antigamente, em Nova York, um grupo amador podia montar uma peça com quase nada em um teatro fora da Broadway. Hoje não dá mais para fazer nada sem muito dinheiro. Teatro, cinema, dança. Na web é possível. Onde veremos outro Crepúsculo dos Deuses? Não existe mais. Na história é assim. Gêneros passam por períodos de grandes obras e aí entram em declínio. No fim, os jovens não recebem boa educação, consomem lixo da indústria cultural e nem sequer percebem que é lixo.E cultura pop? A senhora costumava elogiar Madonna.Uns anos atrás, num prêmio da MTV, Madonna deu um beijo na boca de Britney Spears. Era para simbolizar que estava reconhecendo sua herdeira. Britney estava linda naquele dia, parecia uma noiva, toda vestida de branco e Madonna, de preto. Daquele momento em diante, Britney se meteu num buraco negro. É um desastre após o outro. Enquanto isso, Madonna parece mais jovem e bonita a cada dia que passa. O que posso dizer é: tome cuidado se Madonna quiser beijá-lo. É uma vampira.

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